Mostrando postagens com marcador Fatos curiosos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Fatos curiosos. Mostrar todas as postagens

domingo, 21 de março de 2010

Turismo Subaquático

Navios piratas, mapas do tesouro, jóias preciosas... quantos de nós já não sonharam em participar de uma caça ao tesouro no mar? Tesouro talvez você não encontre, mas a parte de explorar o mar é fácil. O turismo subaquático aumentou e tem buscado um novo nicho de mercado com os navios naufragados pela costa brasileira, que somam 2 mil embarcações. Segundo o Sistema de Informações de Naufrágios, o número pode ser três vezes maior.

(Em Fernando de Noronha (PE) está o naufrágio mais antigo do Brasil: a nau Gonçalo Coelho, de 1503. Foto tirada desse link)

Os barcos são de diversas nacionalidades e afundaram, em sua maioria, entre os séculos XIX e XX. Os passeios mais procurados são para visitar aqueles que se encontram em melhor estado de conservação. Um bom exemplo é o cargueiro italiano Rosalinda, que afundou no ano de 1955 em Abrolhos (BA). Além da carcaça bem conservada, o cargueiro traz muitos objetos originais. O problema é que alguns turistas querem sair do passeio com "lembranças" e acabam roubando algumas peças.

Mergulhar em navios é uma boa pedida não só para quem quer ver a estrutura da embarcação, mas também para os amantes da natureza, ja que os navios viram verdadeiros recifes artificias. Isso porque é muito mais fácil para as esponjas e corais se fixarem em uma pedra - ou uma parede de navio - do que na areia. E os corais, plantas e microorganismos atraem animais cada vez maiores.


Em uma experiência realizada em Guarapari (ES), em 2003, os pesquisadores afundaram um cargueiro grego abandonado. Em um ano o local já tinha se transformado em um mini ecossistema, cheio de peixes e outros animais.

(Mergulho em Guarapari. Foto tirada desse link)

Para quem já se empolgou, é bom colocar os pés (de pato) no chão. Visitar navios submersos exige um curso específico de naufrágio e equipamentos apropriados. A maior parte dos mergulhadores iniciantes procura o curso pela vontade de conhecer  de perto navios piratas, históricos ou de guerra. Alguns deles, porém, gostam tanto que fazem da curiosidade um estilo de vida.

Melhores pontos de mergulho

Em uma ótima matéria sobre o tema, a revista SuperInteressante indicou os oito melhores pontos de mergulho em naufrágio no litoral brasileiro. Aqui, selecionei os três que achei mais legais:

- Pinguino, Enseada do Sítio Forte, em Angra dos Reis (RJ): A embarcação, proveniente do Panamá, afundou em 1967 depois de um incêndio que começou na Casa de Máquinas. É o naufrágio mais procurado para mergulho devido à facilidade de acesso e à boa conservação do navio.

(Para se ter uma ideia da natureza que cerca um navio naufragado. Foto tirada desse link)

- Itapagé, Lagoa Azeda, perto de Maceió (AL): A embarcação brasileira afundou rapidamente em 1943 após ser atingida por torpedos de um submarino alemão durante a II Grande Guerra. 27 pessoas morreram. A visita tem grande valor histórico.

- Cavo Artemidi, Baía de Todos os Santos, Salvador (BA): É o maior naufrágio no litoral brasileiro. O navio, de 180 metros de comprimento, afundou em 1980 com mais de 16 mil toneladas de ferro-gusa. A natureza no local é rica.

*Matéria publicada originalmente no site FUNtástico, nesse link.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Aqui você paga para ser um rato

Deixar de ser você e se passar por uma outra pessoa ou personagem é difícil e incomum, mas acontece em alguns momentos. Um deles é durante o Halloween ou festas a fantasia, quando podemos criar até personalidade para nosso novo "eu". Às vezes, ao mudar de trabalho, cidade ou entrar em um novo círculo de amigos temos a impressão de termos nascido de novo ou de podermos mostrar àqueles que não nos conhecessem uma nova pessoa.

(Já se imaginou passando por um desses? Foto tirada desse link)

Uma outra possibilidade, ainda mais incomum, é passar alguns dias no hotel Villa Ramster, em Nantes, na França. Lá, você pode ser... um hamster. Com direito a se vestir de rato, comer ração, dormir em cima do feno, usar aquelas rodinhas onde os animais se exercitam e usar um orelhão.
.
A novidade custa caro: são 99 euros (cerca de 250 reais) a diária. E como ninguém que já tenha experimentado alguns confortos humanos consegue ficar sem eles, a diária deve aumentar devido ao pedido dos hóspedes por TVs de tela grande e internet sem fio.

Os inventores do Villa Ramster, os franceses Frédéric Tabary e Yann Falquerho, são donos de uma empresa especializada em oferecer ambientes estranhos e diferentes aos seus clientes. Segundo eles, a maioria dos hóspedes que procura o lugar já teve hamsters na infância e gosta de animais. Ainda assim, alguns dos hóspedes não querem necessariamente se sentir como ratos, mas simplesmente sair da rotina.

(Para mostrar como é fácil e "normal" ser um hamster por um dia, o proprietário do hotel, Frédéric Tabary, coloca a fantasia de rato oferecida pelo hotel e se joga na rodinha. Foto tirada desse link)

Há um vídeo no youtube de uma entrevista com Frédéric Tabary que mostra diversas imagens do hotel. Apesar de o local ter sido pensado à semelhança de uma gaiola de hamster, não deve ser essa a sensação do hópsede: o quarto é grande e cheio de objetos finos na decoração. O vídeo está em francês, mas, acredite, você nem vai se importar em não entender o que ele fala:


* Essa matéria saiu pela primeira vez no site FUNtástico, nesse link.