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quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Conforto é a palavra em Rio das Ostras

Todo local tem seu turista típico. Afinal, todo lugar tem caracteristicasa especificas e essas caracteriscas especificas costumama atrair pessoas que gostem delas. Logo, pessoas parecidas, ou com lazeres parecidos. Mas o que leva uma pessoa a Rio das Ostras?


Lá é o lugar do turista praiano. A maioria das pessoas que vai a cidade gosta de acordar no meio da manhã, tomar café e ir para a praia lá pelas 11h horas. Se acomodam na areia ou no chão de concreto de algum quiosque, jogam as sacolas em cima de uma cadeira, tiram a blusa e ficam sentados, de pernas pro ar. Às vezes, literalmente. Conversa vai, conversa vem, saem um, dois ou três pratos de petiscos. É hora do almoço e a maioria continua no petisco. Lá pras 16h todos juntam suas coisas, pagam a conta e se mandam da praia. Vão para o hotel ou para uma casa, curtem a piscina, tomam um banho e descansam. Às 20h é hora de sair de novo e procurar um lugar para comer. Claro que nem todo mundo é assim. Há espaço para as diferenças. Alguns gostam de caminhar ou correr no início da manhã. Outros no fim da tarde. Alguns saem da praia cedo pra não se queimar muito. Outros chegam depois do almoço, e por aí vai.

Até aí o turista de Rio das Ostras se parece muito com um turista de uma praia qualquer. Mas há uma grande diferença: ele gosta de CONFORTO.

Não é pra menos que a praia mais cheia é a de Costa Azul. Os playgrounds infantis estão a disposição dos pais, que nem precisam carregar as tralhas do filho para a praia para ele se divertir. Quem gosta de esportes tem academias ao ar livre e ciclovias, com uma ótima vista. E os quiosques com boa comida e atendimento relativamente rápido permitem que os clientes (estejam eles no calçadão ou na areia) não precisem fazer quase nada de esforço.

Até as características naturais do lugar ajudam a entender porque essa é a característica principal do turista de Rio das Ostras. Podemos dividir a praia em três. Tem a parte onde o mar é mais forte, com mais ondas (algumas que chegam a 3 metros), a parte onde não há onda nenhuma, devido a um isolamento feito pelas pedras, e a parte final que tem ondas que é um misto das duas: tem ondas, mas mais fracas. Há lazer para todos os tipos de gostos: para quem quer surfar, para quem quer nadar e para quem quer ficar tranquilo sem medo dos filhos pequenos se afogarem.

Me arrisco ainda a dizer que o turista em potencial é alguém que está indo com sua família. A maioria das pessoas que se hospedaram nos hotéis que fiquei e também a maioria das pessoas que vemos nas praias e nos restaurantes estavam com crianças, com familiares ou com amigos mais velhos. Não é um lugar que se vê, por exemplo, muitos grupos de jovens que decidiram passar uma temporada por lá. Ao contrário do que vemos em Búzios e Cabo Frio, para citar outras cidades cariocas.

E o conforto da cidade é na medida. Lugares confortáveis demais, com serviços demais, são caros. Ou chegam a ser desconfortáveis de tanta atenção que lhe dão. O clima de Rio das Ostras, ao contrário, faz com que o turista se sinta a vontade, como se estivesse em um cômodo da sua casa e não precisasse se preocupar com mais nada.

domingo, 23 de agosto de 2009

Feito pro turista

Hoje, aproveitando o período de vacas magras (e poucas viagens), resolvi falar de um passeio antigo: Rio das Ostras. A cidade é um município do Rio de Janeiro, que fica a 170 km da capital e a uns 40 km da badalada cidade de Búzios.


(Foto tirada desse link. Vista do mirante da praia )

A primeira vez que fui lá foi em 2005. Fomos levados pela história de um amigo do meu pai: "Fui pra lá uma vez, há vinte anos atrás, e desde então passo minhas férias de fim de ano aqui", disse. Alguma coisa aquele lugar tinha que ter, pensamos.


Para um mineiro, ver surgir a praia é sempre uma alegria. Em Rio das Ostras não foi diferente: o mar azul de areia fina com ótimas ondas para os surfistas realmente encanta. Mas, dessa vez, quando chegamos a Costa Azul, vimos surgir uma praia bem diferente, com uma infra-estrutura para o turismo sem igual.

Ok. Santa Catarina tem praias com uma ótima infra-estrutura. Natal nem se fala. A diferença é que esses lugares já eram atrativo turístico e daí foram ganhando investimento. Com essa praia foi o movimento inverso: com investimentos da Prefeitura, a orla de Costa Azul passou por uma grande obra de urbanização e se tornou o principal ponto turístico da cidade.

E a estrela é mesmo o calçadão. No início dele há um píer de onde as pessoas pescam (foto acima e a esquerda). De lá você consegue uma das melhores vistas da praia. Ao longo dos 850 metros do calçadão, podemos ver parquinhos para as crianças, academia de ginástica ao ar livre, ciclovias, quiosques planejados e 15 mil m² de restinga preservada. Até o piso entrou no planejamento, pois os azulejos são produzidos com um material que não queimam os pés, mesmo com o sol a pino.
















(Fotos tiradas desse e desse links)

No fim do calçadão, aonde os carros já não podem mais entrar, há uma galeria chamada Tocolândia, com lojinhas que vendem roupas, comida e artesanato. Depois dela você encontra a Praça da Baleia, outro famoso ponto turístico da cidade. O nome se deve a escultura de uma Baleia Jubarte em tamanho real, cerca de 20 metros de comprimento, toda coberta por chapas de bronze e liga de latão. A arte foi feita pelo artista plástico Roberto Sá, conhecido pelas suas esculturas hiper-realistas. Da Praça da Baleia dá pra subir no Mirante de Costa Azul, aonde também há uma bela vista da cidade.
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(Foto tirada desse link. Praça da Baleia e sua escultura. Reparem no mergulhador segurado na ponta da cauda da baleia)
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Do outro lado da orla, como é de se esperar, há hotéis e restaurantes. Os preços são acessíveis, nem baratos nem caros. O bairro local, que recebe o mesmo nome a praia, é recheado de pousadas e casas de veraneio.

Com alguns passeios pela cidade logo percebemos que nem todas as praias eram iguais. Na verdade, Costa Azul era a única. Por isso passamos 4 dos 8 dias de viagem lá. Inclusive o reveillon. E a experiência do amigo do meu pai pega. Voltamos à cidade em 2006 e 2008, algo inteiramente novo para o meu pai, que todo ano procura um lugar diferente pra ir.
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Há duas coisas, porém, que eu tenho que reclamar. Uma delas são os chuveiros que ficam ao lado dos quiosques. Grande parte deles não funciona ou a bomba foi roubada. A outra é a falta de manutenção dos jardins da orla. No primeiro ano que fui ao local estavam muito bonitos e bem cuidados, mas da última vez, em 2008, as plantas já estavam ultrapassando (em muito) do espaço do jardim.
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Mas a cidade avança em outros sentidos. No ano passado, por exemplo, vimos mudanças: a Praia das Tartarugas, mais ao centro, também ganhou uma obra de urbanização. Além de ciclovia, quiosques e "casinhas" de madeira para passar o dia, o local tem quadras de vôlei e futebol de praia. Ainda não é tão frequentada como Costa Azul, mas isso deve durar pouco tempo.