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quarta-feira, 6 de abril de 2011

Notícias estrangeiras

A cada semestre fico carente. Tudo começou bem, em 2006, quando um amigo foi para a Alemanha. Ok. Em 2007 outro, para os Estados Unidos. Em 2008, mais um: França. Mas a partir de 2009 a coisa começou a complicar e de seis em seis meses fico com cerca de sete pessoas em stand by, um pra cada canto do mundo. Ainda bem que algumas delas fazem blogs!

O Nott(ingham) at All, da Taís Ahouagi, traz suas experiências e impressões sobre as "terras de Robin Hood". O blog começou em janeiro e já tem uma série de posts com dicas de intercâmbio. Da busca pela casa perfeita até as loucuras do futebol saxão.

(A coreografia das cheerleaders não chegou ao pé do sujeito que apareceu correndo pelado pelo campo. Esse sim, fez a torcida vibrar)

O Sté Viajando renasceu no final de fevereiro. A Stéphanie Bollmann criou o blog em 2008 para escrever sobre sua viagem aos Estados Unidos. Agora de intercâmbio para Curitiba, ela colocou ele na ativa outra vez. A ideia é deixar a família e os amigos informados através de boas histórias!

O Loco por ti, America é novo em folha. Sâmia Bechelane (só nome complicado, eu sei...) acaba de aterrisar em solos argentinos e promete um semestre de boas notícias. O primeiro post foi "ao ar" ainda ontem. E me matou com uma foto de dar água na boca...

(Quer sorvete de primeira? G. Beltrano é o nome da cidade. Inveja...)

Recomendo a leitura! Esses e outros blogs estão linkados a esquerda, na seção "Minha lista de blogs", que tento atualizar a medida que sites bacanas vão surgindo na web.

P.S.: post novo só na semana que vem. Estou na Bahia trabalhando e aproveitando para juntar informações e fotos para postar aqui. Posso adiantar que o calor está de matar, Jorge Amado é o cara, a natureza do Brasil é realmente exuberante e as diferença culturais são a alma (ou a destruição) do negócio!

domingo, 7 de março de 2010

Para não perder tempo na capital paranaense

Entre os mil e um lugares que Curitiba elegeu como ponto turístico da cidade, alguns valem realmente a pena, como a Ópera de Arame, o Museu Oscar Niemeyer e o Jardim Botânico, que descrevi no último post. Outros podem ser deixados de lado, principalmente se você tiver poucos dias para ficar na cidade. Mas alguns, mesmo menos conhecidos, devem ser visitados. Aqui vou descrever alguns dos lugares mais legais para passear. E como uma cidade não é feita só de ruas, praças e prédios, algumas dicas culinárias e locais!

O Bosque Alemão faz sucesso, principalmente entre as crianças. Foi inaugurado em 1996 em homenagem à cultura alemã e sua contribuição para a cidade. O local guarda o Oratório Bach, que é um salão para concertos musicais, a Torre dos Filósofos, um mirante que dá uma visão panorâmica da cidade, e a Praça da Cultura Germânica, onde é possível ver a riqueza da cultura estrangeira.

(Praça da Cultura Germânica. Foto tirada desse link)

Para os pequenos, as atrações começam na trilha de João e Maria, que reproduz a história de mesmo nome escrita pelos irmãos Grimm. A trilha que cruza o bosque traz trechos do conto escritos em azulejos. Ao final da trilha, há a Casa da Bruxa, que guarda uma biblioteca infantil. Diariamente, as crianças podem entrar na casa participar da Hora do Conto.

(A direita, imagem do "chapéu" com azulejo que conta parte da história de João e Maria. Foto tirada desse link)
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Outro passeio interessante é a Unilivre, a Universidade Livre do Meio Ambiente. A arquitetura do prédio interage perfeitamente com o meio ambiente. O mais legal é passear por lá e imaginar como são as aulas dos estudantes, seja dentro seja fora da sala. E quer saber? Devem ser bem divertidas e, obviamente, educativas. A Universidade é completamente acessível aos cadeirantes e é um dos 30 melhores projetos arquitetônicos do Brasil. A inauguração aconteceu em 5 de junho de 1992 e contou com a presença do oceanógrafo francês Jacques Cousteau, que ficou encantado com a ideia.

(Prédio da Unilivre com sua passarela, que dá acesso a todos os andares. Foto tirada desse link)
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No quesito parques, fique entre o Tanguá e o Barigüi (que ainda não aderiu à reforma ortográfica e continua com trema - nomes próprios podem tudo). O primeiro é mais turístico e muito bonito. Além do prédio, possui ciclovia, lanchonete, mirante, dois lagos e uma cachoeira atificial. O segundo é mais tradicional e foi adotado pelos curitibanos como ponto de caminhadas, pedaladas e pique-niques, principalmente nos finais de semana. É imenso, com 1,4 milhões de metros quadrados. Possui equipamentos de ginástica, churrasqueira, poliesportivo, pedalinhos, além de museus, parque de diversão e pista de aeromodelismo.
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No fim do dia visite a Rua das Flores. Extensa e colorida, ela é a principal rua da cidade e ponto de encontro, lazer e compras dos curitibanos. Foi o primeiro calçadão país ao tornar-se exclusiva para pedestres em 1971. O local é palco de artistas de rua que já se tornaram amigos dos habitantes da cidade. Entre eles está o Palhaço Sombra, que sai imitando as pessoas e pregando peças. Alguns transeuntes chegam a desviar dele para não cair em suas palhaçadas. Passeie por lá e depois pare para tomar um café em uma das lanchonetes.

(Foto tirada desse link)

Mas reserve o estômago para o bairro de Santa Felicidade. Antiga colônia formada por imigrantes italianos, o local é hoje o ponto alto da gastronomia em Curitiba. É lá que está o maior restaurante da América Latina: o Madalosso, com capacidade para receber mais de 4.500 pessoas aos sabores da comida italiana. É no bairro (e também em outros pontos da cidade) que você encontra rodízios de carne ou pizza a míseros 10 reais por pessoa.
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(Ao lado, portal que marca a entrada para o bairro Santa Felicidade. Foto tirada desse link)

E por falar em comida, que tal experimentar o bolo de rolo? O quitute parece com um rocambole, só que tem a massa bem fininha, o que faz com que ele seja enrolada umas 15 vezes até chegar a largura de um bolo comum. O doce surgiu no Brasil Colônia, lá em Pernambuco, e ganhou o paladar dos curitibanos - que se inspiraram com a receita, mas não com o preço. Por lá, um fino pedaço ultrapassa os 4 reais.

(O típico bolo de rolo tem recheio de goiabada, mas hoje ele é encontrado em mil variações. Foto tirada desse link)
Ir e vir

Como sempre recomendo, uma das melhores formas de conhecer uma cidade é os costumes locais é entender um pouco da vida dos seus habitantes e, para isso, andar de ônibus é sempre interessante. Principalmente se estamos falando do eficiente transporte urbano de Curitiba, que inspirou o sistema de transporte de cidades internacionais como Bogotá, Santiago, Los Angeles e Cidade do México.

(Ônibus articulado esperando passageiros em no Tubo. Foto tirada desse link)

Claro que, como todo transporte público e urbano, deve existir vários problemas que não são ditos aos turistas. Com uma pesquisa mais aprofundada no google você vai ver fotos de ônibus cheios, pessoas espremidas e promessas de governadores sobre a implantação de uma linha de metrô na cidade. De toda forma, o famoso "Sistema Expresso" prima pelas ruas exclusivas para ônibus. Assim, eles só param para embarque e desembarque, que se dá através das Estações Tubos. Em cada estação há um funcionário que recebe a passagem antecipadamente, para facilitar a viagem do cliente. Os ônibus costumam ser articulados, permitindo o embarque de um maior número de pessoas.
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Aproveite o ônibus para ver lindas paisagens pela cidade, principalmente residenciais. Sabe aqueles bairros com casas simples, mas bonitas, muitas árvores e cercas redondas que dão vontade de morar? Pois então, lá você vai ver um monte dessas. Indo para o Jardim Botânico ou para o Portal Italiano vi casas de fazer inveja.

Go shopping

Nada de lojas chiques por aqui. Como adoro uma boa feira de rua, a dica de hoje é a Feira de Atesanato do Largo. Além do comum, como roupas, porta retratos e bijouterias, há pessoas vedendo coisas fora do comum, como livros nacionais e internacionais a preço de banana (Um exmeplar do Tin Tin em italiano estava 18 reais, para se ter ideia).
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(Foto tirada desse link)

quarta-feira, 3 de março de 2010

Preliminares em Curitiba

Uma cidade que soube aliar modernidade com qualidade de vida. Essa é fama de Curitiba, capital do estado do Paraná. Vira e mexe ela aparece em listas de "as melhores cidades brasileiras para se morar", ocupando sempre os primeiros lugares. A capital tem o menor índice de analfabetismo do país e bons projetos governamentais, além de reduzir ano a ano a mortalidade infantil, o índice de violência, a taxa de desemprego, entre outros.

(A Praça Tiradentes é o marco zero da cidade. Movimentada, é passagem obrigatória de turistas e trabalhadores. Passar um tempinho por lá ajuda a entender a rotina do curitibano)

O turismo também não deixa a desejar. Na verdade, a cidade tinha tudo para ser uma capital comum, algumas atrações e muita atividade comercial, mas o governo soube administrar (ou seria transformar?) muito bem essa questão: Curitiba é cheia de espaços para visitação. Tantos que, às vezes, parece que estão forçando a barra. Todo e qualquer bosque ou praça vira ponto turístico. Sem entrar em questões mais profundas, para mim, um ponto turístico é um local que traz algo de diferente, seja na arquitetura, na paisagem, na história, etc (um dia escrevo mais sobre isso). E nem todos os lugares têm essas características.
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De toda forma, são vários os locais para passear e aproveitar. Um passeio que fiz esse ano pela cidade e recomendo - principalmente para quem ainda não a conhece direito - é um city tour oferecido pela empresa Linha Turismo, uma linha especial de ônibus que dá a volta na cidade passando por 25 pontos turísticos. É possível embarcar em vários trechos da cidade. A taxa de 20 reais por pessoa dá direito ao embarque e mais 4 reembarques. O "ingresso" pode ser adquirido no próprio ônibus. Durante o trajeto, há um áudio-guia que dá informações em português, espanhol e inglês sobre a cidade e seus atrativos.
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Roteiro típico
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Nossa primeira parada foi no Museu Oscar Niemeyer, o MON. Assim como todo projeto desses grande nome da arquitetura internacional (que, aos 102 anos ainda trabalha, fuma e torce pelo comunismo), o museu apresenta traços sinuosos em toda sua estrutura. Construído em 2002, é o maior museu do Brasil. Abriga exposições permanentes, como o espaço Oscar Niemeyer, e outras itinerantes.

(O Olho do MON e suas pontes que atravessam o lago e levam até a entrada do Museu)

A visita ao local pode demorar a manhã inteira. Na hora da fome, nem pense em procurar um restaurante fora dali: vá até o MON Café. Ao contrário do que acontece na maioria dos museus, eles não abusam da boa vontade do turista e têm preços bons. Além disso, o local é agradavel e os pratos são bons e bem servidos. O atendimento é meio fraquinho, mas a espera vale a pena.
Depois fomos ao Teatro Ópera de Arame. O local, construído em 1992, foi feito com estruturas metálicas e de aço e coberto com placas de policarbonato. Como ele foi osntruído sobre um lago, é preciso atravessar uma ponte vazada para chegar até lá. Parece que vai quebrar, mas é muito resistente.
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O teatro tem capacidade para aproximadamente 2.000 pessoas e já recebeu celebridades como Enrique Iglesias, Roberto Carlos, Tom Jobim, AC/DC, Pearl Jam e Paul McCartney. Para ver quem passou por lá é só ir na Rocha da Fama, uma parede de pedra no último andar do Teatro com placas de metal com o nome de artistas e figuras da política.
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(A Ópera de Arame em um momento de muitos turistas. Demorou um pouco para tirar uma foto sem nenhum desavisado passando na frente)

Na verdade, a maioria desses shows aconteceu logo ali ao lado, na Pedreira Paulo Leminsk, um espaço de shows ao ar livre. A visita à Pedreira não tem lá muita graça. Vale para quem quiser ficar "imaginando" como foram esses grandes espetáculos que, talvez, não voltaram: em 2008 o Ministério Público impediu a relaização de shows no local devido a reclamação dos moradores.

Zarpamos dali direto para o Jardim Botânico, cartão-postal número 1 da cidade. Parece um jardim europeu com seu palácio de cristal ao fundo. As plantas estão sempre muito bem cuidadas pela prefeitura da cidade. A estufa é muito bonito e sua estrutura lembra a Ópera de Arame. A parte chata é ficar desviando das centenas de turistas que vão lá todos os dias. Em alta temporada não há um dia sequer que o local fica vazio, tornando impossível a tarefa de bater uma foto só com o jardim e você.

(Na foto ao lado, uma visão de quem chega pelos arcos recobertos de plantas)
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Atrás da estufa há o Espaço Cultural Frans Krajcberg, com uma exposição permanente do artista polonês. Suas obras são inspiradas na natureza e retratam sua indignação pela forma com que o homem vem destruindo os recursos naturais do globo.

Para completar o dia, descemos no Passeio Público, o primeiro parque público e primeiro zoológico de Curitiba. A impressão, para uma belohorizontina como eu, era a de estar entrando no Parque Municipal. Admito que foi uma má escolha. O local é mal cuidado e escuro por causa das plantas que cresceram demais, o que o torna perigoso. Antes o local até abrigava animais de grande porte, mas agora só restam os de pequeno porte.

Como estava ali do lado, fomos ao Memorial Árabe, uma construção em forma de cubo inspirada na arquitetura mourisca. Do lado de fora há azulejos com inscrições em árabe com mensagens religiosas. Lá dentro há um café, uma biblioteca com cerca de 10 mil volumes e uma pinacoteca.
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(Memorial Árabe, sobre um lago. Ô cidade que gosta de um laguinho embaixo de tudo que é construção!)
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1 é pouco, 4 é ideal

Como já disse, há uma série de lugares legais para visitar em Curitiba. Alguns deles entram no roteiro tradicional, outros não, mas valem a pena. A conclusão é simples: se você quer aproveitar a cidade com calma passe no mínimo quatro dias na capital. Menos que isso você vai se sentir angustiado, com vontade de visitar mais lugares do que pode. No próximo post vou colocar alguns dos locais que considero mais interessantes e trazer algumas dicas sobre a cidade!