Uma cidade do primeiro mundo. Essa é a impressão que se tem de Santiago, capital do Chile, um local cheio de encantos. Com suas ruas aconchegantes, mesas nas calçadas e candeeiros a moda antiga, a cidade transborda sofisticação.
Há dados concretos para considerar Santiago uma cidade do primeiro mundo. A capital chilena tem a terceira melhor qualidade de vida da América Latina, perdendo apenas para Buenos Aires e Montevidéu. É também a 53º cidade mais rica do mundo e apresenta um ensino escolar e universitário exemplares. Mas mesmo sem esses dados é fácil sentir que Santiago é uma cidade de primeiro mundo. E não é por causa da sua beleza. A beleza pode estar em qualquer lugar. A diferença é a mentalidade da sua população.
Não estou aqui criando critérios para dizer o que torna uma cidade desenvolvida ou não e muito menos querendo dizer quem é melhor ou pior. Mas é fato que as melhores cidades para se viver apresentam características similares. Abaixo, itens que me fazem classificar uma cidade como primeiro mundo - e que Santiago tem.
Serviços públicos eficientes: Cidades que prezam pelo bem estar do seus habitantes são aquelas que proporcionam serviços públicos de qualidade. O transporte é um excelente "medidor" pois além de ser usado por todos, todos os dias, é um dos mais difíceis de serem resolvidos. Para um transporte público de qualidade é preciso que ele tenha capacidade para todos os habitantes, que não seja absurdamente caro, que não atrase e que proporcione uma grande diversidade de equipamentos, como táxis, ônibus e metrôs, além de ciclovias e boas calçadas para os transeuntes. Santiago tem isso tudo. Não é a toa que você não vê pessoas estressadas, correndo para pegar metros, porque em 5 minutos passa outro. Também há pouco engarrafamento pois o transporte público funciona e o número de carros na rua diminui.
Espaços públicos: Em alguns países "o que é público não é de ninguém". É por isso que os monumentos ficam abandonados, os patrimônios são pichados, os jardins são mal cuidados, as praças são ocupadas por mendigos e os equipamentos públicos são roubados - já que não têm dono mesmo. As pessoas não criam um sentimento de pertencimento. Lembro que quando cheguei em Paris fiquei encantada ao ver praças, jardins e parques cheios de pessoas o tempo inteiro. Isso porque nos países de primeiro mundo "o que é público é de todos".
Limpeza: Lugares aonde as pessoas não jogam lixo na rua, não depredam patrimônios públicos e fazem de tudo para manter o local bem arrumado são diferentes. Não é só uma questão de beleza, mas sim de cultura. Quanto mais limpa uma cidade, maior é a vontade de fazer com que ela continue assim, e mais limpa ela fica. É um ciclo vicioso. Afinal, se o que é público é de todos, não posso sujar uma rua já que ela também é minha. E nada melhor do que visitar, passear ou mesmo viver em uma cidade limpa, bonita e bem cuidada.
Povo educado: Educação não é ter uma população formada por jovens talentos universitários e empreendedores de sucesso (não que o Chile não possa se orgulhar do seu sistema de ensino). Quando falo em educação falo em cotidiano. Pedir licença, falra obrigado, dar informações sem se irritar, entender as necessidades do cliente, respeitar o pedestre. Basicamente se importar com o outro. Em Santiago as pessoas são educadas e isso se enxerga nos pequenos detalhes.
(Candeeiros, plátanos verdes e prédios com varandas coloridas. Detalhes de uma bela capital)
Há dados concretos para considerar Santiago uma cidade do primeiro mundo. A capital chilena tem a terceira melhor qualidade de vida da América Latina, perdendo apenas para Buenos Aires e Montevidéu. É também a 53º cidade mais rica do mundo e apresenta um ensino escolar e universitário exemplares. Mas mesmo sem esses dados é fácil sentir que Santiago é uma cidade de primeiro mundo. E não é por causa da sua beleza. A beleza pode estar em qualquer lugar. A diferença é a mentalidade da sua população.
Não estou aqui criando critérios para dizer o que torna uma cidade desenvolvida ou não e muito menos querendo dizer quem é melhor ou pior. Mas é fato que as melhores cidades para se viver apresentam características similares. Abaixo, itens que me fazem classificar uma cidade como primeiro mundo - e que Santiago tem.
(Sofisticação urbana)
Serviços públicos eficientes: Cidades que prezam pelo bem estar do seus habitantes são aquelas que proporcionam serviços públicos de qualidade. O transporte é um excelente "medidor" pois além de ser usado por todos, todos os dias, é um dos mais difíceis de serem resolvidos. Para um transporte público de qualidade é preciso que ele tenha capacidade para todos os habitantes, que não seja absurdamente caro, que não atrase e que proporcione uma grande diversidade de equipamentos, como táxis, ônibus e metrôs, além de ciclovias e boas calçadas para os transeuntes. Santiago tem isso tudo. Não é a toa que você não vê pessoas estressadas, correndo para pegar metros, porque em 5 minutos passa outro. Também há pouco engarrafamento pois o transporte público funciona e o número de carros na rua diminui.
Espaços públicos: Em alguns países "o que é público não é de ninguém". É por isso que os monumentos ficam abandonados, os patrimônios são pichados, os jardins são mal cuidados, as praças são ocupadas por mendigos e os equipamentos públicos são roubados - já que não têm dono mesmo. As pessoas não criam um sentimento de pertencimento. Lembro que quando cheguei em Paris fiquei encantada ao ver praças, jardins e parques cheios de pessoas o tempo inteiro. Isso porque nos países de primeiro mundo "o que é público é de todos".
Limpeza: Lugares aonde as pessoas não jogam lixo na rua, não depredam patrimônios públicos e fazem de tudo para manter o local bem arrumado são diferentes. Não é só uma questão de beleza, mas sim de cultura. Quanto mais limpa uma cidade, maior é a vontade de fazer com que ela continue assim, e mais limpa ela fica. É um ciclo vicioso. Afinal, se o que é público é de todos, não posso sujar uma rua já que ela também é minha. E nada melhor do que visitar, passear ou mesmo viver em uma cidade limpa, bonita e bem cuidada.
Povo educado: Educação não é ter uma população formada por jovens talentos universitários e empreendedores de sucesso (não que o Chile não possa se orgulhar do seu sistema de ensino). Quando falo em educação falo em cotidiano. Pedir licença, falra obrigado, dar informações sem se irritar, entender as necessidades do cliente, respeitar o pedestre. Basicamente se importar com o outro. Em Santiago as pessoas são educadas e isso se enxerga nos pequenos detalhes.

















